início.
Em um quarto de hospital, um homem esta deitado na cama com
um caderno em mãos, já está escurecendo e o pôr do sol está diferente do normal
é como se tudo estivesse mais colorido, em tons de vermelho, amarelo, azul, e
nuvens que envolviam o sol de um modo especial.
Ele está escrevendo algo...
Sua lixeira está transbordando de papéis amassados, e o vento
arrasta outros papeis que estão jogados pelo chão.
Hoje é um dia que eu não sei se quer descrever, não sei o que
eu estou sentindo!
Todo está muito confuso para mim, sinto uma vontade imensa de
te contar tudo, mas infelizmente prometi que não contaria até ter permissão.
Mas quer saber, eu sinto que devo te contar, você precisa
saber o que foi que aconteceu.
Na verdade tudo o que está acontecendo não é um mistério, e é
tão simples de te explicar, o tempo passou rápido demais.
Infeliz mente não sei como começar então direi tudo dês do início!
Em uma tarde bem fria, nos longos corredores brancos e
silenciosos deste mesmo hospital, por um estante, é como se todos estivessem
calados para saber o que iria acontecer naquele momento.
Uma maca estava sendo arrastada
através destes corredores pelos médicos e enfermeiras, onde uma mulher gritava
de dor, quem estava sendo levada?
Seu nome é Rosa orvalho mendes, um
metro e sessenta e dois de altura, peso normal de noventa e três quilos, negra.
Era aproximadamente quinze horas e
vinte minutos.
Aposto que você está se perguntando
porque estou contando isto?
Simples, esse foi o dia e a hora do meu nascimento!
Na verdade está história começa
depois que cinco anos se passaram que foi quando eu conheci a única pessoa pela
qual eu faria o que estou fazendo agora.
Na hora eu estava na cozinha olhando
para uma formiga que carregava uma folha, estava passando em cima do meu banco
de madeira.
Minha mãe estava fazendo um bolo, na
hora passava uma brisa muito gostosa e o som dos grandes talheres e utensílios
de cozinha feitos de metal que se chocavam uns contra os outros, eles ficavam
pendurados na frente da janela que ficava de frente com o quintal dos fundos
que tinha o nosso carvalho que não era muito grande, mas tinha o balanço de
pneu e eu sei que você gostava dele tanto quanto eu.
Minha casa era formada por dois
andares, o primeiro tinha apenas, sala, cozinha, banheiro e um quintal nos
fundos e claro, um quintal de frente.
Os quartos eram todos na parte de cima.
A sala era o primeiro cômodo depois
vinha o banheiro que é a divisão entre a sala e a cozinha que tinha uma porta
para o quintal dos fundo, mas no canto da casa tinha um corredor que
atravessava o quintal de frente para o dos fundos.
Levantei a cabeça assustado quando
ouvi as palmas de Ana, que batiam na frente da minha casa.
Minha mãe parou o que estava
fazendo, lavou as mãos e secou-as então foi atender a porta e eu fui logo atrás
para saber quem era.
Quando ela atendeu eu logo pude ver
o seu rosto de surpresa, esbouçou um sorriso e disse:
–Ana! Nossa quanto tempo. – E a
abraçou...
Ana Catarina, parda, cabelos escuros
e longos, um metro e cinquenta e oito aproximadamente, estava vestindo uma
calça jeans e uma camisa branca com listras cinza. Mãe de Fernanda e Esposa de Alberto
Mauricio que morreu a seis anos atrás.
–É eu sei, quem é vivo sempre aparece. – Disse
Rosa.
Quando param de se abrasar minha mãe
olhou para o lado e percebeu que tinha outra pessoa ou melhor, uma criança com
ela.
–Nossa Ana esta é a Fernanda?
–Sim ela mesma.
–Nossa como ela está grande! Entrem,
entrem.
Quando entraram minha mãe começou a
olhar bem para a Fernanda e perguntou:
–Quantos anos você tem linda?
Mostrando sete dedos Fernanda disse:
–Eu tenho sete anos.
–Nossa quanto tempo, a última vez
que a vi ela apenas um Bebê e agora já é uma mocinha. – Disse minha mãe com um
olhar como que se recordasse do passado.
–Vamos para a cozinha que eu estou
fazendo um bolo.
Então elas começaram a vir em minha
direção conversando, eu era muito tímido e pra falar a verdade eu ainda sou.
Então quando vi vocês vindo em minha
direção sai em disparada para a cozinha, abri a porta para ir para o quintal
quando ouvi a vezes que me indicavam que vocês estavam perto então decidi me
esconder atrás da porta, mas continuei segurando a porta, porque tinha medo
dela se abrir e vocês me achassem.
Logo pude ver bem disfarçadamente minha
mãe olhando ao redor e através da janela, percebi na hora, ela está me
procurando!
–O
que foi? – Perguntou Ana.
–Pensei que meu filho estava aqui.
–Nossa eu nem sabia que você teve um
filho! Quantos anos ele tem?
–Claro que você não sabia. Você não
nos visita nunca! Ele tem cinco anos.
Nessa enrolação Fernanda viu os meu
pequenos dedos segurando a porta e puxou a saia da minha mãe.
–Tia olha ali. – Apontando em minha
direção.
Eu fiquei desesperado, rapidamente
parei de segurar a porta e escondi as minhas mãos atrás das costas e fiquei
torcendo para que não me descobrissem.
Tudo ficou em silêncio agora quando
de repente...
Minha mãe puxa a porta e me descobre,
nossa como eu fiquei envergonhado!
–O
que você está fazendo ai? – Perguntou minha mãe
Eu a respondi levantando os ombros
em sinal de não sei, porque estava com muita vergonha, principalmente porque a
Fernanda estava rindo de mim.
Jonathas para de se recordar e em
seu rosto cai uma lagrima, está meio que paralisado talvez o coração dele que
tenha-o feito parar de escrever!
Talvez suas lembranças não são tão
boas assim!
–Filho vai brincar com a Fernanda no
quintal que eu vou ficar aqui conversando com a Ana.
–Está bem mãe.
Os dois saem para brincar Fernanda
senta no balanço de pneu e pergunta:
–Eai?
–O que foi? – Sim ele estava
confuso!
–Do que vamos brincar? – Perguntou
Fernanda com uma expressão de deboche.
–A, não sei, que tal de pega-pega?
–Então vamos mas está com você! –
então Fernanda saiu correndo.
Des daquele dia Jonathas estava
impressionado com as espontaneidade de Fernanda o modo com que corria e sorria.
As horas foram se passando até que
cansaram de correr, o que demorou até tempo demais.
Fernanda se encostou no pneu e
disse:
–Agora você vai me empurrar!
–Está bem!
Ela entro no centro do pneu
sentou-se, só tinha um problema, Jonathas mal conseguia empurrar o Pneu e com a
Fernanda nele era algo quase impossível de se fazer mas como é homem né...
Então começou a empurrar e nem se
quer o pneu saia do lugar, então começaram a aparecer as caretas, realmente foi
uma cena muito engraçada!
Depois de uns 3 minutos ele consegui
mexer o pneu, então ficou tudo mais fácil.
Fernanda foi logo puxando assunto:
–O que você quer ser quando crescer?
– Ela estava olhando para cima admirava a arvore.
–Eu quero ser um daqueles caras que
nadam em campeonatos, quero ser o melhor e ganhar muitas medalhas e ser o
orgulho da minha família. – Disse Jonathas todo arrogante.
–Nossa! Que legal, Quando você ganhar
muitas medalhas você me dá uma? – Perguntou Fernanda meio envergonhada.
–Claro! –Respondeu-a.
Quando parou para responder Jonathas
abaixou os braços e o pneu o derrubou e ele bateu a testa na raiz da arvore e
então seu corte começou a sangrar.
Fernanda logo saltou do pneu e foi
ver o que tinha acontecido com ele.
–Está doendo? –Perguntou Fernanda
com uma cara de preocupada.
–Não! – Com o olhar baixo.
Fernanda então chega mais perto e
começa a bater em suas roupas para tirar o pó, então depois começa a assopra o
seu machucado.
Fernanda segura a mão de Jonathas e
diz:
–Vamos falar com a sua mãe.
–Não precisa não foi nada. – isso é
o que chamamos de orgulho masculino
Fernanda então começou a puxar
Jonathas até perto se sua mãe.
–Tia, tia o Jonathas se machucou.
–Puxando a saia da Rosa.
–Nossa como você fez isso?
–Perguntou Rosa.
Pegou Jonathas no colo e foi para o
banheiro, tirou a camiseta dele começou a valar a cabeça dele no chuveiro,
então depois de limpo pegou a toalha e o secou.
Então colocou ele sentado na pia e
abril o armário acima dele para pegar bandagens.
–Opa... –Disse Rosa com um sorriso
no rosto
–O que foi mãe?
–Eu sem querer Peguei o curativo
errado, ao invés de pegar o dos carros eu peguei o rosa com flores.
–Você não vai colocar isso não minha
cabeça não né? – Falou meio assustado.
–Filho vai ter que ser, é para
melhorar mais rápido, depois eu troco.
Ele ficou com a cara meio emburrada
mas aceitou, não tinha jeito mesmo!
Quando eles estava saindo do
banheiro Fernanda começou a rir de Jonathas.
–Mãe...
–Calma filho, fica tranquilo
–Fernanda, fica quieta! –Disse Ana
Todos escutam o som da porta e um
grito:
–MULHER ESTOU COM
FFFFFFFFOOOOOOMMMMMEEEEEEEEE!!!!!
Era o pai de jonathas, Mauricio, 28
anos, um metro e setenta, pardo.
–O que é isso? –perguntou Ana.
Jonathas corre todo sorridente ao
encontro de seu pai que está na frente do banheiro.
Ele o pega no colo e vai até a
cozinha.
–É sempre assim, é a brincadeira
dele.
–Nossa Ana você por aqui. – disse Mauricio.
–É as vezes temos que fazer algumas
visitas né?!
Ele então começa a olhar de um modo estranho
para a cabeça de Jonathas.
–O que foi pai – Perguntou Jonathas
com um olhar de medo.
–O que é isso na sua cabeça? Pensei
ter feito maço não mocinha!
Jonathas abaixa a cabeça.
–Para de envergonhar ele! –Disse sua
mãe.
–Mas Ana porque não nos veio visitar
durante todos esses anos?
–É que eu não lembrava aonde vocês moravam,
ai quando eu aluguei a casa ao lado, lembrei que vocês moram aqui.
–Você se mudou para a casa do lado? –Perguntou
Rosa espantada.
–Sim, Nos mudamos ontem.
–Pai você me coloca na aula de
natação? –Disse Jonathas todo encolhido, com muita vergonha por pedir.
–É isso que você quer garotão? –
Disse Mauricio com um olhar de desconfiança.
–Sim. –Respondeu Jonathas sorrindo.
–Então tá amanhã procuraremos uma
escola para você!
Mauricio começa rodar Jonathas no
auto os dois sorriem um para o outro.
Mauricio é o tipo de pai que sempre
compre os seu compromissos, no outro dia mesmo foi procurar com Jonathas uma
escola de natação para seu filho.
Não depois de três dias Jonathas já
estava frequentando as piscinas.
Infância.
Depois daquele dia Fernanda começou a frequentar aquela casa
para ficar brincando com Jonathas, todos os dias ela estava lá.
Sua mãe era viúva, quando chegaram
esta estava de férias mas agora tinha que voltar a trabalhar em uma fábrica de
refrigerantes da região.
Então pediu para Ana para que pudesse
cuidar da Fernanda e leva-la para a escola.
Ana claro que aceitou, Jonathas não
podia brincar na rua, então aceitou para que seu filho tivesse alguém com quem
brincar.
Todos os dias as 06:30 A Fernanda e
sua mãe estavam na porta deles.
Uma das coisas que Fernanda mais
gostava era de ir com Jonathas para a natação e ficar vendo ele aprender a nada
com a esperança de ganhar a sua medalha.
Uma coisa que os dois amavam em
fazer juntos era ir para o telhado e olhar as nuvens e claro que as vezes
rolavam algumas besteirinhas como doces.
Um dia Mauricio estava saindo para o
trabalho, era 5:45, Jonathas desceu as escadas e o encontrou na porta.
–Nossa campeão, acordou cedo hoje!
–Pai, tem como você me dar essas
moedas que estão no seu bolso? – Disse Jonathas ainda esfregando os olhos.
–Nossa como você sabe que eu tenho
moedas aqui comigo? –Disse Mauricio com eu olhar de desconfiança.
–Eu sei que todos os dias você sai
com um monte de moedas no seu bolso!
–Foi sua mãe que contou não é?
–Não, não foi ela não! –Disse
Jonathas com medo.
–Tudo bem, vamos fazer assim.
Enchendo suas mãos de moedas que
estavam no seu bolso disse:
–Vamos fazer assim, se você me
prometer que vai limpar a garagem eu te darei tudo.
–Mamãe também me disse que você ia
pedir isso, então eu já o fiz!
Mauricio Abre a porta e vê que
realmente Jonathas tinha limpado tudo.
–Quando foi que você limpou?
–Enquanto vocês dormiam pai, eu não
dormi!
–Mas para que você quer essas
moedas?
–É que eu queria comprar doces para
mim e para a Fernanda.
Logo pode entender o que estava
acontecendo, Mauricio agora conseguia entender mais um pouco da personalidade
de Jonathas.
–Está bem, as moedas são suas.
Mauricio deu todas as moedas para
Jonathas que deu um beijo no seu rosto e correu para o seu quarto e deitou-se
em sua cama todo sorridente.
Algumas horas depois ela é desperto
com Fernanda pulando em sua cama e ouve os passarinhos cantando.
–Vamos acorda dorminhoco o nosso dia
é longo e muito cheio.
–Não eu não vou agora! –Disse com
uma voz manhosa.
Então Fernanda começou a pular mais
forte.
Jonathas olhando para esta situação
segura as pernas de Fernanda.
–Quero ver você pular agora!
–Já que você não quer levantar da
cama, então eu vou me deitar com você! Chega pra lá vai seu preguiçoso e
espaçoso!
Fernanda se deita e se cobre, os
dois ficam se olhando durante um tempo.
–O que foi? –Perguntou Fernanda.
–Nada!
Fernanda então começa a acariciar o
rosto de Jonathas, então dormem.
Depois de quarenta minutos Ana sobe
para chama-los para tomar o café da manhã e se depara com a sena.
Fica encostada na porta apenas
olhando faz um olhar pensativo.
Então ela puxa com tudo a coberta
dos dois.
–Vamos levantar!!! Não está mais na
hora de ficar deitados dormindo.
O primeiro ano se passa é natal e a
neve cai sobre as ruas da cidade deixando tudo ou quase tudo branco.
Todos de desejam feliz natal e
trocam presentes, é o primeiro anos deles juntos.
Dois anos se passam e nas férias os
pais de Jonathas decidem fazer uma viagem até o litoral, alugaram uma casa e
foram e levaram a Fernanda, sua mãe não pode ir por conta do trabalho.
Estavam no carro a caminho da praia
estavam todos alegres e cantando, Ana, Mauricio, Jonathas e Fernanda.
Não importava aonde eles focem
sempre iam de mãos dadas.
Só que tragédias são podem ser
previstas.
No penúltimo dia da viagem estavam
fazendo um passeio em uma trilha em direção a um monte com uma turma de mais 50
pessoas.
Fernanda parou com Jonathas.
–Olha Jonathas.
–O que foi?
–Aquela flor.
–O que tem?
–Me ajuda a pega-la.
A flor ficava em um espaço que não
tinha o corrimão e ela não estava na ponta da trilha estava um pouco mais para
trás, era como se fosse uma outra trilha só descendo e de barro.
Então Jonathas a segura por enquanto
que ela tenta se esticar para pegar a flor.
Mas Fernanda acaba escorregando e
cai na trilha de barro e sai escorregando para o fundo.
No desespero de Jonathas não pensa
em chamar ajuda apenas sai correndo atrás da Fernanda.
Ao final da trilha havia um precipício
de 22 metros de altura e lá em baixo havia um rio bem turbulento com águas
cristalinas com 11 metros de profundidade.
Jonathas Não consegue chegar a tempo
e Fernanda cai neste precipício.
Uma criança caindo do modo que ela
estava caindo jamais poderia sobreviver de uma queda desta, mesmo que seja na
água, na verdade, nem uma adulto sobreviveria.
Jonathas logo em seguida não hesitou
quando chegou na ponta e sem pensar duas vezes pulou.
Jonathas
logo em seguida não hesitou quando chegou na ponta e sem pensar duas vezes pulou.
Quando entrou na água podia ver
Fernanda afundando e sendo arrastada pela correnteza, seus os olhos estavam
fechados suas mãos estavam pra cima e ela estava completamente imóvel.
Ele começou a nadar e segura-la mas é como se não importasse
quanto esforço ele fizesse ela ainda estava afundando bem mais rápido Do que
ele.
Quando finalmente Jonathas segura a
mão dela, está sem força para puxa-la, já falta ar para ele e ele está bem perto
do fundo, Fernanda já havia encostado os pés no chão.
Agora estava começando a sentir muito frio.
Então ele apenas fecha os olhos e
para de se mexer, realmente desistindo, sabendo que não tinha como tira-la de lá.
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